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| O processo de gestão ambiental da Gerdau segue os princípios da
ecoeficiência e do desenvolvimento sustentável. Sua política está
orientada para a responsabilidade social de preservação ambiental
e de desenvolvimento econômico. Destina investimentos permanentes
em tecnologia de ponta, capacitação das equipes e busca parceria
com setores da sociedade que têm sinergia com a atividade siderúrgica.
Dentro da cultura de sustentabilidade, a Gerdau destaca-se pela
sua posição de liderança na reciclagem de sucata e pela política
de reaproveitamento dos subprodutos decorrentes da produção de
aço. A Empresa participou das discussões iniciais em torno da
primeira norma de gestão ambiental conhecida mundialmente, a BS
7750. Como co-patrocinadora, integrou o Grupo de Apoio à Normalização
Ambiental Brasileiro, cujos debates contribuíram para a criação
da norma ISO 14001, além de fazer parte de forma ativa do Conselho
Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável. Em
1999, os investimentos na área ambiental somaram US$ 25 milhões.
Esses recursos estão sendo utilizados na instalação dos mais modernos
sistemas de despoeiramento, na implantação do uso de gás natural
em algumas unidades, no tratamento de efluentes líquidos e resíduos
sólidos, entre outros. Desde o início da década de 80, a Gerdau
incentiva a reciclagem de veículos, eletrodomésticos e outros
materiais. A produção de aço a partir do reaproveitamento de sucata
tem trazido inúmeras vantagens ao processo produtivo. A implantação
do primeiro Shredder, em 1993, intensificou essa prática. No último
exercício, um dos destaques do plano de investimentos foi a instalação
do Mega Shredder na Gerdau Cosigua, que representa a mais avançada
tecnologia na trituração e limpeza de metálicos. As iniciativas
ligadas ao programa 5S e à coleta seletiva de lixo têm se multiplicado
pelas unidades e centros de serviços da Gerdau, alavancadas pela
participação dos colaboradores na busca por não-desperdício, limpeza
e organização do local de trabalho. Mais de US$ 10 milhões estão
sendo utilizados para implantar novos e modernos sistemas de despoeiramento
nas usinas. As unidades Aços Finos Piratini, Divinópolis e Cearense
já instalaram seus equipamentos. O mesmo irá acontecer em 2000
na Riograndense, Guaíra e Barão de Cocais. A tecnologia instalada
elimina a emissão de resíduos na atmosfera. Na Gerdau Aços Finos
Piratini, foi concluída a ampliação da capacidade de refrigeração
e adotado um sistema fechado de recirculação da água. Na Gerdau
Guaíra, está sendo implantada uma nova lagoa para separar os resíduos
sólidos dos efluentes líquidos, a qual irá assegurar a não-contaminação
dos lençóis subterrâneos. Ainda estão em andamento a implantação
de um aterro de resíduos sólidos, o isolamento acústico de diversos
equipamentos e pavilhões e a melhoria dos sistemas de tratamento
de efluentes líquidos na Gerdau Riograndense. Em 2000, novos ganhos
de qualidade ambiental serão alcançados com a utilização de gás
natural pelas usinas Riograndense e Guaíra, em substituição ao
gás liquefeito de petróleo (GLP) e óleo combustível. Na Gerdau
Cosigua, foi instalada uma nova estação de tratamento e recirculação
de águas industriais, que resultou na reutilização de mais de
90% da água consumida. Também está prevista a inauguração de um
pátio de resíduos controlados. Já entraram em operação novos pátios
de resíduos nas unidades de Contagem, Barão de Cocais e Divinópolis.
Em São José dos Campos, a reparação de um antigo aterro, a partir
da descontaminação do local e do tratamento da água subterrânea
esta última etapa ainda em curso , irá devolver uma nova área
à usina, sem qualquer traço de poluição. A instalação de detectores
de radioatividade nas áreas de recepção de sucata, que está sendo
complementada em diversas unidades, é outro item vinculado ao
meio ambiente e à segurança operacional. Nas unidades que possuem
aciarias elétricas, 60% da escória gerada são reaproveitados na
indústria da construção civil e em pavimentação com cobertura
asfáltica. Os óxidos de ferro (carepas) gerados nos processos
de lingotamento e laminação vêm sendo usados pelas indústrias
cimenteira e de modulados de concreto. Em Barão de Cocais e Divinópolis,
100% do gás combustível dos altos-fornos são reutilizados na aciaria
e na laminação. Também nessas unidades todos os resíduos finos
de carvão são reinjetados nos próprios altos-fornos. Assim, deixam
de ser lançados no meio ambiente e tornam-se matéria-prima energética.
Na construção da Gerdau Aza Colina, localizada no Chile, um total
de US$ 10 milhões foi destinado à preservação do meio ambiente.
Inaugurada em junho de 1999, a nova planta possui equipamentos
dotados de tecnologia de ponta para o controle de 100% das emissões
de pó, sistema de isolamento de ruído e circuito fechado de águas
industriais. Como reconhecimento da sua política ambiental, recebeu
o Prêmio de Distinção ao Trabalho em Produção Limpa 1999, conferido
pelo Governo chileno. A Gerdau Courtice Steel (Canadá) realizou
melhorias no sistema de águas para laminação e aciaria e reformou
mais de 50% do seu sistema de despoeiramento, também iniciando
as operações da nova coifa de captação de pó. Na Gerdau Laisa,
no Uruguai, foi criada uma barreira ecológica em torno da planta
industrial, com o reflorestamento de oito hectares. |
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