| O aumento de participação no mercado dos Estados Unidos, com a
aquisição da siderúrgica AmeriSteel, colocou a Gerdau na posição
de segunda maior produtora de vergalhões e a terceira em barras
e perfis de aço do país. A partir de 1999, passou a produzir aço
no maior mercado consumidor de produtos siderúrgicos do mundo.
A compra da AmeriSteel aconteceu depois de 10 anos de experiência
da Gerdau no atendimento ao mercado do Nafta, por meio de suas
duas unidades produtivas instaladas no Canadá e de vendas realizadas
a partir das unidades do Brasil. A estratégia global de internacionalização da Gerdau está orientada
para atender às demandas de produtos longos em todo o continente
americano, com ênfase nos mercados do Cone Sul e da América do
Norte. Na América do Sul, a visão de longo prazo é de que a integração
das economias é um caminho definitivo, levando em conta o aproveitamento
das vocações e potencialidades do Mercosul e do Chile. A América
do Norte, com uma demanda de mais de 150 milhões de toneladas
anuais de produtos siderúrgicos, também apresenta oportunidades
importantes de crescimento para a Gerdau.
DESEMPENHO
No último exercício, o faturamento das unidades no exterior mais
do que dobrou, passando de R$ 471 milhões para R$ 1 bilhão, o
que representa 26% da receita consolidada. Em volume, as vendas
alcançaram 1,2 milhão de toneladas, uma expansão de 58% sobre
1998 e 24% do total de 5,1 milhões de toneladas comercializadas.
Nesse período, o lucro consolidado no exterior aumentou 33%. Atingiu
R$ 58 milhões, o equivalente a 16% do consolidado. A produção
de aço bruto deu um salto de 73,5%, passando de 687 mil toneladas
para 1,2 milhão de toneladas. O incremento na produção de laminados
foi ainda maior: 80%. O volume chegou a 1,2 milhão de toneladas,
correspondendo a 27% do total produzido.Os investimentos em ativo
fixo somaram US$ 64 milhões, com destaque para a inauguração da
Gerdau Aza Colina, cuja obra foi iniciada em 1997. Também foram
investidos US$ 262 milhões na aquisição de 75% do controle acionário
da AmeriSteel. Com a consolidação dessa nova siderúrgica e da participação da
Gerdau na Sipar (Argentina), o total de ativos no exterior cresceu
de 20% para 40%.
AMÉRICA DO SUL
Uruguai
Na América do Sul, a primeira experiência da Gerdau com uma planta
industrial fora do Brasil foi em 1980, no Uruguai, quando adquiriu
a Siderúrgica Laisa, na época um projeto-piloto para testar a
sua capacidade de adaptação em outros mercados. Hoje, a empresa
está consolidada como a principal produtora de aço do país.
Chile
Em 1992, a Gerdau identificou no Chile, nação sul-americana com
as maiores taxas de crescimento dos últimos 10 anos, uma importante
oportunidade de expansão. Assumiu o controle das empresas Indac
e Aza para, em seguida, fusioná-las em uma única unidade que deu
origem à Gerdau Aza. Na fase inicial de operação, a produção local
era complementada com importações de produtos das usinas da Gerdau
instaladas no Brasil. Em 1999, com a conclusão da nova planta
siderúrgica em Colina, com capacidade de produção de 360 mil toneladas
de aço, a Gerdau passou a deter 35% do mercado de longos do Chile.
Com o aumento de oferta, o país passou a ser auto-suficiente nessa
linha de produtos e ainda gerou capacidade de exportação para
os países vizinhos.
Argentina
A etapa seguinte de consolidação no Mercosul foi ingressar com
produção própria no mercado argentino. No final de 1997, começou
a produzir laminados com a Sipsa - Sociedad Industrial Puntana,
na Província de San Luis, e, no ano seguinte, associou-se à tradicional
laminadora Sipar Aceros, sediada em Rosario, Província de Santa
Fé. No conjunto, as duas empresas possuem cerca de 20% do mercado
de longos na Argentina.
AMÉRICA DO NORTE
Canadá
O primeiro passo nesse mercado foi dado em 1989, com a aquisição
da Courtice Steel, em Cambridge, Ontario. Em 1995, a Gerdau decidiu
reforçar sua posição no país, adquirindo uma segunda unidade,
a MRM Steel, em Winnipeg, parte central do Canadá. Com essas empresas,
a Gerdau alcançou uma dimensão da ordem de 600 mil toneladas anuais
de produtos longos no país.
Estados Unidos
Após a experiência positiva no Canadá, a Gerdau adquiriu o controle
da siderúrgica norte-americana AmeriSteel em setembro de 1999.
A empresa, com sede em Tampa, Flórida, responde por 1,8 milhão
de toneladas de aço e 1,7 milhão de toneladas de produtos laminados
longos. Atende aos segmentos da construção civil e da indústria
com vergalhões, perfis, fio-máquina e tarugos de aço, a mesma
linha de produtos fabricada pelas demais usinas da Gerdau no Brasil
e no exterior, o que garante uma grande sinergia entre todas as
unidades. Além de quatro unidades nos estados da Flórida, Tennessee
e Carolina do Norte, equipadas com fornos elétricos e laminadores
contínuos de alta produtividade, a siderúrgica opera com mais
três unidades de transformação, duas dedicadas à fabricação de
pregos para uso ferroviário (rail spikes) e outra à produção de pregos e malhas soldadas. Possui ainda
18 centros de serviços de corte e dobra de aço distribuídos pelo
Sudeste e Leste dos Estados Unidos, seguindo o mesmo conceito
das unidades Armafer do Brasil. |