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RESULTADOS

O Balanço de 1999 apresentou um lucro líquido consolidado de R$ 360,1 milhões, o que corresponde a um crescimento de 75% sobre 1998. O faturamento também deu um salto significativo. Cresceu de R$ 2,8 bilhões para R$ 4 bilhões, uma evolução de 47,2% em relação ao ano anterior. Essa expansão é resultado do maior volume de vendas combinado com câmbio favorável na contabilização das receitas no exterior, melhor mix de produtos, incremento das margens de comercialização e consolidação de novas empresas (último trimestre da AmeriSteel e participações da Gerdau na Açominas e na Sipar). Embora a economia tenha sido impactada pela desvalorização do real e as taxas de juros tenham sido elevadas a patamares raramente vistos, no início de 1999, os setores produtivos reagiram positivamente. Na Gerdau, os ganhos decorrentes dos programas de redução de custos e a administração mais eficiente das despesas contribuíram de forma favorável para o seu desempenho. A margem bruta aumentou de 29,7% para 32,6%, o que representa um acréscimo de 9,8%, enquanto a margem operacional cresceu de 11,6% para 12,6%, atingindo um lucro operacional de R$ 415,5 milhões. A margem líquida, por sua vez, evoluiu 15,1%, elevando-se para 10,9%. Os controles na administração do caixa refletiram-se de forma favorável na rentabilidade da Gerdau. O lucro líquido de R$ 360,1 milhões, em 1999, representou um retorno de 16,3% sobre o patrimônio líquido de R$ 2,2 bilhões em 31 de dezembro. O EBITDA consolidado (lucro antes das despesas financeiras, impostos, equivalência patrimonial, depreciações e amortizações) chegou a R$ 835,4 milhões, correspondendo a um aumento de 85,8%. A margem entre o EBITDA e a receita líquida de vendas foi de 25,2% contra 20,7% no ano anterior. A holding Metalúrgica Gerdau S.A. teve um lucro líquido de R$ 206,8 milhões contra R$ 122,3 milhões. O resultado, 69,1% maior do que em 1998, ocorreu devido ao incremento da equivalência patrimonial sobre os investimentos nas controladas. Por lote de mil ações, o lucro da controladora chegou a R$ 19,89. A empresa operacional Gerdau S.A. faturou R$ 2,8 bilhões, uma expansão de 45,1% sobre 1998. O lucro da companhia praticamente dobrou (85,4%), chegando a R$ 352,8 milhões. O lucro líquido por lote de mil ações foi de R$ 6,22. O valor patrimonial da Metalúrgica Gerdau S.A., por lote de mil ações, era de R$ 95,89 em 31 de dezembro. Na Gerdau S.A., o valor era de R$ 36,36 por lote de mil ações. Os valores patrimoniais atingiram R$ 996,9 milhões e R$ 2,1 bilhões, respectivamente.

GERAÇÃO DE CAIXA

A geração de caixa consolidada, antes de imposto de renda, contribuição social, depreciações e amortizações, cresceu 54,6%, alcançando R$ 587,8 milhões, o que equivale a 17,8% da receita líquida de vendas. O saldo de recursos disponíveis em caixa, ao final do exercício, era de R$ 673,5 milhões.

INVESTIMENTO E ENDIVIDAMENTO

Neste exercício, os investimentos da Gerdau chegaram a US$ 702,7 milhões. Desse total, US$ 388,6 milhões foram destinados à expansão das participações societárias, incluindo a compra de 75% do controle acionário da siderúrgica norte-americana AmeriSteel, por US$ 262 milhões, e o aumento de participação no capital da Açominas, que passou para 36,6%. Com a consolidação da AmeriSteel e da Sipar, a proporção de ativos no exterior cresceu de 20% para 40%. Também foram investidos US$ 314,1 milhões na construção e na modernização de unidades produtivas e centros de serviços, visando ao aumento da capacidade produtiva, à melhoria do atendimento aos clientes e à preservação do meio ambiente. Como conseqüência dos investimentos e das aquisições realizados ao longo do ano, a dívida líquida consolidada somou US$ 1,3 bilhão. Parte desse valor deve-se à consolidação proporcional das dívidas da Açominas e da AmeriSteel.

MERCADO DE CAPITAIS

O ano de 1999 foi um importante marco na trajetória da Gerdau nos mercados de capitais brasileiro e internacional. No dia 10 de março, a Gerdau S.A. obteve o registro para emissão dos American Depositary Receipts (ADRs), nível II, e iniciou a negociação de suas ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE). Sob o código GGB, os ADRs nível II, estiveram presentes em praticamente todos os pregões, desde o primeiro dia de negociação. De março a dezembro, as ações tiveram uma valorização, em dólar, de 201,43%. Ao longo do ano, a Gerdau ainda realizou inúmeras reuniões com investidores no Brasil e no exterior e participou de diversos eventos organizados por instituições ligadas ao mercado financeiro. A transparência no relacionamento com o mercado de capitais e o bom atendimento aos analistas resultaram na premiação da Gerdau como a Melhor Empresa de Capital Aberto do País, conferida pela Associação Brasileira dos Analistas de Mercado de Capitais (Abamec). As negociações com ações de emissão das companhias abertas Gerdau nas principais bolsas de valores do País movimentaram recursos de R$ 679,4 milhões, 229,8% a mais do que no ano anterior. Na Gerdau S.A. foram negociados 17,8 bilhões de títulos em 12.207 negócios, apresentando um crescimento de 148,2% e de 106,8%, respectivamente. Essas transações somaram R$ 515,9 milhões. Na Metalúrgica Gerdau S.A., a quantidade de ações negociadas cresceu 17,2%, atingindo 3,3 bilhões de títulos. Foram realizados 5.719 negócios, em um total de R$ 163,6 milhões.

PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS

No último exercício, a Gerdau S.A consolidou em seu Balanço o último trimestre de 1999 da siderúrgica AmeriSteel, adquirida em setembro, além das participações nas empresas Açominas (36,6%) e Sipar Aceros S.A. (33%), esta última localizada na Argentina.

VALOR ADICIONADO

A Gerdau S.A. gerou um valor adicionado de R$ 1,5 bilhão no exercício de 1999, a partir das receitas geradas e deduzidas as despesas, os serviços, as depreciações e as amortizações.

IMPOSTOS E ENCARGOS SOCIAIS

Do valor adicionado gerado pela Gerdau S.A. - R$ 1,5 bilhão - , 43,1% destinam-se aos governos federal, estaduais e municipais, a título de impostos e encargos sociais em um total de R$ 548,8 milhões e R$ 92 milhões, respectivamente.

















* Consolida o último trimestre da nova siderúrgica AmeriSteel e as participações na Açominas (36,6%) e na Sipar (33%), esta última instalada na Argentina.




FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO
(pela legislação societária - em milhares de reais)
1999
1998
Lucro líquido do exercício
360.143
205.829
Imposto de renda e contribuiç\ao social
29.288
50.188
Depreciações e amortizações
198.395
124.225
Juros e variações monetárias não-caixa
140.563
96.701
Variação do capital de giro
(205.248)
(32.293)
Caixa líquido da atividade operacional
523.141
444.650
Aquisição/alienação de imobilizado
(557.022)
(367.127)
Aquisição de diferido
(1.889)
(2.604)
Aquisição/alienação de investimentos
(571.068)
(52.512)
Aplicação de caixa em investimentos
(1.129.979)
(422.243)
Financiamento do capital de giro
140.249
8.725
Aportes de recursos de longo prazo
1.077.156
349.871
Amortização de financiamentos de longo prazo
(290.151)
(281.769)
Ações em tesouraria
9.021
(892)
Pagamentos de dividendos/juros e participações
(75.663)
(68.478)
Caixa líquido da atividade financeira
860.612
7.457
Variação no saldo do caixa
253.774
29.864
Saldo de caixa
No início do exercício
410.401
380.573
Inicial de empresas consolidadas no exercício
9.301
-
No final do exercício
673.476
410.401


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