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A política do Grupo Gerdau é crescer sem perder rentabilidade, adicionando valor aos acionistas
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Senhores Acionistas,
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O ano do centenário do Grupo Gerdau foi marcado por expressivos investimentos que resultaram na conquista de um novo patamar entre os maiores produtores mundiais de aço. Dentro de uma estratégia integrada e com foco internacional, sua posição no mercado foi fortalecida ao assumir o controle acionário da siderúrgica Açominas e ao expandir a presença nos Estados Unidos com uma quinta usina. Estes investimentos ampliaram a capacidade instalada anual para 11 milhões de toneladas de aço no final de 2001.
O aumento de participação societária na Açominas agregou vantagens competitivas pela flexibilidade produtiva e localização privilegiada da siderúrgica, que representa um suporte importante aos atuais negócios e aos futuros projetos de expansão internacional. O crescimento nos Estados Unidos, com a usina de Cartersville, complementou a linha de produtos oferecida na América do Norte, principalmente no segmento de perfis estruturais.
Esses investimentos não representam apenas acréscimos na capacidade de produção, mas também a integração de equipes de profissionais altamente qualificadas.
Do ponto de vista macroeconômico, o período foi influenciado por dificuldades conjunturais, exigindo da atividade empresarial esforços para a superação de novos desafios.
O mercado internacional do aço apresentou um cenário conturbado, diante do excesso de produção global e da ampliação do protecionismo nos Estados Unidos, com reflexos na instabilidade de preços e em prejuízos para grande parte do setor. Porém, o surgimento de indícios de recuperação da economia norte-americana sinaliza a possível retomada de um movimento positivo no ciclo da atividade siderúrgica.
Os impactos dos atos terroristas de 11 de setembro, da crise energética brasileira e da situação econômica da Argentina exigiram a rápida adaptação das operações do Grupo às novas realidades dos mercados. Merece registro, no Brasil, o esforço para vencer as dificuldades geradas pelo racionamento de energia elétrica, mobilizando as empresas, o governo e toda a sociedade. Este movimento nacional ultrapassou as expectativas de todos e confirmou a idéia de que as dificuldades ampliam a criatividade e a capacidade de superação humanas.
Em relação à Argentina, acreditamos que a atual situação deverá ser revertida entre médio e longo prazo. Os investimentos nesse país representaram, em 2001, 2% dos ativos totais do Grupo Gerdau e, durante o ano, as operações ajustaram seu ritmo de atividade à demanda local.
No Brasil, os investimentos em infra-estrutura, bem como as crescentes demandas da autoconstrução e da indústria metal-mecânica, ampliaram o consumo de produtos siderúrgicos, o que permitiu superarmos nossas metas de resultados.
O balanço consolidado demonstrou novamente níveis recordes de desempenho, conquistados pelo aumento de produtividade das unidades, otimização dos custos operacionais e a conversão das receitas geradas em dólar norte-americano para o real. A consolidação integral da Açominas a partir do mês de novembro também contribuiu para a evolução do desempenho do Grupo. De janeiro a dezembro, o lucro líquido evoluiu para R$ 551 milhões, sendo que neste resultado já estão contabilizadas perdas nas operações da Argentina devido à desvalorização do peso em relação ao dólar norte-americano e ao real. Neste período, o faturamento global aumentou para R$ 7,1 bilhões e o EBITDA, para R$ 1,3 bilhão.
As comemorações do centenário representaram a consolidação da cultura Gerdau, fundamentada em valores éticos desde 1901. Esses princípios norteiam a construção do futuro da Empresa e estão hoje refletidos no atendimento aos clientes, na busca da contínua atualização tecnológica das plantas industriais e da preservação do meio ambiente, no esforço de adicionar valor aos acionistas, na realização profissional dos colaboradores e no estímulo à evolução das comunidades onde atuamos.
Nesses 100 anos de atividades, o Grupo cresceu com a convicção de que é necessário estar capacitado para buscar resultados em todas as situações econômicas, visando sempre aumentar os índices de produtividade e eficiência - fatores fundamentais para a continuidade da trajetória empresarial. Dentro dessa filosofia, é importante destacar a mobilização dos profissionais na evolução do uso das tecnologias de Qualidade Total e no desenvolvimento do Seis Sigma, peças-chave para um melhor desempenho operacional.
Mais uma vez, o Grupo Gerdau agradece a confiança depositada pelos clientes, fornecedores, governos, acionistas, investidores e comunidade. Aos nossos 16 mil colaboradores, gostaríamos de fazer um agradecimento especial pelo empenho e comprometimento diários com que se dedicam à formação de um time de profissionais especialista na gestão em siderurgia.

Jorge Gerdau Johannpeter
Presidente
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