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Cenário
mundial
Em 2002, a produção mundial de aço alcançou
a marca de 887 milhões de toneladas, 6,4% a mais sobre
o período anterior. O bom desempenho do setor ocorreu
sobretudo pela forte demanda na China, um dos países
que mais contribuiu no ano para o crescimento da siderurgia
global.
No período, a economia apresentou uma expansão
de 1,9%, limitada principalmente pelo baixo desempenho da
Europa e pela retração do Japão. A performance
- ainda que superior a 1,2% verificada no exercício
anterior - confirma um ritmo de crescimento mais lento no
mundo, segundo os dados dos últimos dez anos do Fundo
Monetário Internacional.
Desempenho positivo e expansão das operações
O Grupo Gerdau acompanhou a tendência do setor e, mais
uma vez, encerrou o ano com números positivos. Sua
produção chegou a 9,4 milhões de toneladas
de aço bruto, volume 28% superior em relação
a 2001, e o desempenho financeiro também demonstrou
uma trajetória de evolução consistente,
que pode ser comprovada pelo aumento no retorno sobre o patrimônio
líquido consolidado, de 19% para 22% nos últimos
três anos. O lucro líquido consolidado também
apresentou expansão expressiva: foi
de R$ 406 milhões em
2000 e, neste exercício, alcançou
R$ 821 milhões.
No Brasil, as unidades atenderam plenamente à demanda
interna e alcançaram níveis recordes de exportação,
cujos volumes foram embarcados predominantemente para a Ásia.
As operações na Argentina e no Uruguai ajustaram
suas produções ao consumo local, ainda retraído
pela recessão da economia na região. O Chile
retomou investimentos em estradas, pontes e viadutos e, como
conseqüência, ampliou a demanda pelos produtos
da Gerdau AZA.
Na América do Norte, o Grupo passou a participar do
intensificado movimento de consolidação do setor
siderúrgico em 1999, quando assumiu nos Estados Unidos
o controle da AmeriSteel, iniciativa fundamentada na capacidade
de geração de caixa e de alavancagem das empresas
Gerdau no Canadá, as atuais Cambridge e MRM Special
Sections. Seguindo a visão de ser uma empresa siderúrgica
internacional e de classe mundial, ampliou sua atuação
naquele país dois anos depois, com uma quinta usina,
localizada na Geórgia, e neste exercício realizou
a fusão de suas operações na América
do Norte com as da Co-Steel.
O negócio, concluído em outubro, resultou na
criação da Gerdau AmeriSteel Corporation, segunda
maior produtora de aços longos na região. Expandiu
a capacidade instalada de aço bruto do Grupo na América
do Norte em aproximadamente 90%, para 6,6 milhões de
toneladas métricas, além de marcar sua entrada
no segmento de aços planos por meio da participação
societária na Gallatin Steel. A estratégia seguida
combina baixo investimento em capacidade instalada com importante
aquisição de participação de mercado.
Nova governança corporativa
O ano também foi marcado pela implantação
da nova estrutura de governança corporativa, para ampliar
a eficiência de gestão, a transparência
e conduzir o processo sucessório sem perder as experiências
acumuladas.
O modelo de gestão atual, elaborado dentro da filosofia
de transição construtiva, dividiu as atividades
do Conselho-Diretor entre o Conselho de Administração
e o Comitê Executivo, possibilitando a entrada da nova
geração de administradores em postos estratégicos
para o negócio. Além disso, três membros
externos passaram a fazer parte do Conselho de Administração.
Perspectivas: evolução do Grupo Gerdau
Os limites para o crescimento mundial em 2003 serão
definidos pela capacidade de recuperação da
economia. As perspectivas para o Brasil e os demais países
da América do Sul onde o Grupo Gerdau opera são
melhores do que as de 2002 e, na região, as operações
acenam com volumes de entregas crescentes.
No entanto, é imprescindível no Brasil o encaminhamento
das reformas nas áreas da previdência e tributária
- fundamentais para desonerar a economia nacional e propiciar
a conquista de uma verdadeira isonomia competitiva. Também
é importante salientar a necessidade de aprimoramento
da eficiência do setor público nacional, peça-chave
para o desenvolvimento da nação.
Na América do Norte, a Gerdau AmeriSteel prossegue
na busca por sinergias potenciais entre as unidades de reciclagem,
as usinas siderúrgicas e as plantas de transformação.
A integração das culturas das empresas tem evoluído
de forma rápida, com as equipes engajadas em maximizar
a estrutura logística, aumentar a eficiência
operacional e ampliar a qualidade dos produtos e serviços.
A convicção do sucesso desse empreendimento
está baseada também na experiência do
Grupo de elevar a produtividade e, conseqüentemente,
a lucratividade das empresas em que passa a operar, a exemplo
da Gerdau AmeriSteel Cambridge, no Canadá, da Aços
Finos Piratini, da Usiba e da Açominas, sediadas no
Brasil. Os ganhos futuros, resultantes da maior eficiência
e rendimento das unidades da Gerdau AmeriSteel como um todo,
deverão se refletir nos próximos balanços
da companhia e permitir, posteriormente, novos passos para
uma maior consolidação na região. O potencial
de aumento de produtividade na empresa indica a possibilidade
de atingirmos rentabilidade superior a 15% sobre os investimentos
na América do Norte em no máximo três
anos, tarefa de evolução progressiva, que será
realizada etapa por etapa.
Frente ao cenário global, deveremos manter níveis
crescentes de produção, com volumes ajustados
a cada mercado, e alcançar, em 2003, um ritmo anual
de 12 milhões de toneladas de aço, uma expansão
que pode ultrapassar em 25% o desempenho do período
anterior. As perspectivas positivas refletem a consolidação
integral da Co-Steel durante todo o ano e o aumento de produção
nas unidades Gerdau.
Ao longo de nossa trajetória, procuramos agregar valor
aos acionistas, mesmo em situações econômicas
adversas, prática que permitiu superar os 100 anos
de existência com resultados positivos em todos os exercícios.
Entretanto, nosso compromisso não se restringe ao desempenho
operacional e financeiro. Contribuímos também
para o desenvolvimento econômico sustentável,
abrangendo as áreas social e ambiental.
Agradecimento
Agradecemos a todos aqueles que participaram direta ou indiretamente
da construção contínua do Grupo Gerdau:
colaboradores, acionistas, investidores, fornecedores e comunidade.
Dedicamos uma homenagem especial aos nossos 178 mil clientes,
base para a perpetuidade do nosso negócio.
Jorge
Gerdau Johannpeter
Presidente |
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