Ano excepcional para a siderurgia

O consumo de aço no mundo atingiu em 2004 seu ponto mais alto na história. A produção global ultrapassou um bilhão de toneladas, impulsionada principalmente pelo crescimento da demanda na China e nos Estados Unidos. Como conseqüência, os preços médios do aço Gerdau exportado a partir do Brasil tiveram 62,4% de aumento em dólares, os quais foram impactados também pela elevação dos custos das matérias-primas – muitas vezes em mais de 50,0% – e dos fretes marítimos. Neste cenário, o lucro líquido do Grupo Gerdau chegou a R$ 3,3 bilhões, 165,8% maior em relação ao período anterior, e o faturamento evoluiu para R$ 23,4 bilhões, 48,3% a mais.


Atendimento à crescente demanda do mercado

Ao longo do ano, o Grupo Gerdau aumentou a produção para assegurar o pleno atendimento dos clientes e também utilizou o momento para ampliar a presença em importantes mercados das Américas, foco de seu crescimento.

Foram adquiridos ativos de quatro usinas siderúrgicas da North Star Steel nos Estados Unidos, no valor de US$ 308 milhões, dos quais US$ 181 milhões correspondem a capital de giro. O investimento permitiu a ampliação da cobertura geográfica em direção ao centro do país e a adição de uma capacidade instalada anual de 1,6 milhão de toneladas de aço às operações do Grupo.

Na Colômbia, foi estabelecida uma aliança estratégica para assumir gradativamente o controle majoritário do Grupo Diaco, cuja capacidade instalada de aço é de 460 mil toneladas por ano. A iniciativa permitirá ao Grupo Gerdau conquistar uma posição de liderança nacional. O investimento inicial nesse projeto foi de US$ 68,5 milhões.


Baixo nível de endividamento possibilita novos investimentos

Em cinco anos, a capacidade instalada de aço do Grupo Gerdau dobrou, para 16,4 milhões de toneladas anuais e, até 2007, deve chegar a 21 milhões de toneladas, período em que serão investidos US$ 3,2 bilhões na construção, ampliação e modernização das plantas industriais. Deste total, US$ 2,4 bilhões vão ser destinados ao Brasil, onde a capacidade instalada de aço crescerá mais de 50,0%, de 7,6 milhões de toneladas por ano para 11,7 milhões de toneladas. As unidades nos demais países das Américas receberão, neste mesmo período, US$ 800 milhões em recursos.

O programa de investimentos será suportado pela geração de caixa e pela capacidade de alavancagem que a posição financeira atual do Grupo permite. A geração de caixa operacional (EBITDA) de R$ 5,5 bilhões possibilitou uma redução importante no nível de endividamento. No final de 2004, a dívida líquida representava apenas 0,7 vez o EBITDA, muito abaixo do limite de 2,5 vezes estabelecido na política do Grupo. Além disso, os juros líquidos pagos por tonelada vendida, no valor de R$ 22,36, equivalem a praticamente metade do valor desembolsado no exercício anterior.

As decisões estratégicas de investimento são tomadas com base no princípio de equilibrar crescimento e rentabilidade. Por esta razão, são sempre exigidos das aquisições e dos projetos de expansão retornos de, no mínimo, 15,0% ao ano em dólares sobre o capital investido. Essa meta, após a fase de maturação dos investimentos, tem sido superada, tanto nas aquisições quanto na ampliação das plantas industriais.


Compromisso com a sustentabilidade econômica, social e ambiental

Faz parte dos valores do Grupo a busca pelo equilíbrio entre as demandas econômicas, sociais e ambientais. Com essa visão, o Grupo trabalha para continuar oferecendo dividendos crescentes ano após ano. As empresas Gerdau no Brasil têm como política distribuir 30,0% do lucro líquido ajustado a cada ano e, desde 2000, os dividendos em valor absoluto têm rendido aos acionistas uma taxa média de 6,0% ao ano na Gerdau S.A. e 10,3% na Metalúrgica Gerdau S.A.

Na área social, o desenvolvimento das comunidades é apoiado por meio de uma gama de projetos voltados principalmente para a difusão do conhecimento, o que potencializa a capacidade transformadora das pessoas e gera um ambiente de crescimento no entorno das unidades. No total, o Grupo participa de mais de 100 iniciativas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Junto ao meio ambiente, o objetivo é alcançar níveis de ecoeficiência cada vez mais exigentes, de forma que todas as usinas siderúrgicas estão sendo certificadas com a norma internacional ISO 14.001. Em 2004, foram investidos US$ 25 milhões para acompanhar a evolução tecnológica dos equipamentos de proteção do ar, das águas e do solo e para promover programas de estímulo à consciência ecológica dos colaboradores e das comunidades.


Cenário positivo em 2005

O atual cenário internacional indica que o consumo de aço permanecerá elevado em 2005, com tendência de estabilidade dos preços. O nível de preços do aço no mundo está diretamente vinculado ao volume da oferta de matérias-primas, sendo que o minério de ferro e o carvão mineral têm posição definidora. Esses insumos também são fortemente influenciados pelos custos dos fretes internacionais. Acredita-se que não há possibilidade de aumento significativo da oferta dessas matérias-primas num prazo inferior a dois anos.

Outro ponto importante que deve ser analisado é a questão do “aço ineficiente”, ou seja, produzido a custos não-competitivos e suportados por ações políticas de países. Este tema tem sido recorrente nos debates do International Iron and Steel Institute (IISI) desde antes do boom da siderurgia global ocorrido nos últimos anos e está em negociação na Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD). A convicção é que com a entrada em operação de novas capacidades instaladas, mais competitivas, as usinas ineficientes saiam do mercado. Nesse contexto, o Grupo Gerdau trabalha para ser uma empresa de classe mundial, com visão de longo prazo.


Agradecimento

Os resultados apresentados neste relatório somente têm sido possíveis pelo comprometimento e responsabilidade de cada colaborador, pelo trabalho das equipes e pela sua atitude diária de bem servir o mercado. O Grupo Gerdau agradece também aos investidores, acionistas, fornecedores, comunidades e, especialmente, aos clientes.



Jorge Gerdau Johannpeter
Presidente do Grupo Gerdau


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