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RESULTADOS
O
Grupo Gerdau teve um lucro líquido consolidado de R$
821 milhões em 2002, valor que superou em 49% o resultado
de R$ 550,9 milhões registrado no ano anterior. Os
principais fatores responsáveis pelo crescimento foram
a expansão da demanda no Brasil, o aumento das exportações
e o efeito do câmbio nas operações nos
Estados Unidos, no Canadá, no Chile, na Argentina e
no Uruguai.
A
margem líquida, no mesmo período, apresentou
redução, passando de 9,36% para 8,96%, devido
ao impacto cambial nas despesas financeiras do exercício.
As
empresas de capital aberto no Brasil - a Metalúrgica
Gerdau S.A. e a Gerdau S.A. - distribuíram um total
de R$ 452,4 milhões em juros sobre capital próprio
e dividendos, 88,2% a mais em relação a 2001.
Desse total, R$ 186,5 milhões foram destinados aos
acionistas da Metalúrgica Gerdau S.A. e R$ 265,9 milhões
aos da Gerdau S.A. A distribuição de resultados
ao mercado representou um retorno de 16,6% e 7,1%, respectivamente,
sobre o preço da ação PN em bolsa.
Dividendos e juros sobre capital próprio por
lote de mil ações (em reais)
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Metalúrgica
Gerdau S.A. |
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Gerdau
S.A. |
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Ordinárias |
Preferenciais |
|
Ordinárias |
Preferenciais |
| 1°
semestre |
Juros
sobre capital próprio |
1,73 |
1,73 |
|
0,70 |
0,70 |
| 2°
semestre |
Juros
sobre capital próprio |
4,04 |
4,04 |
|
1,63 |
1,63 |
| |
Dividendos |
0,96 |
0,96 |
|
- |
- |
| Total
no ano |
6,73 |
6,73 |
|
2,33 |
2,33 |
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As
duas companhias do Grupo no País têm como política
remunerar seus acionistas sobre a forma de dividendos ou juros
sobre capital com no mínimo 30% do lucro líquido
ajustado em cada exercício. O valor distribuído
semestralmente passou a ser pago a cada trimestre desde o
início de 2003.
O
EBITDA - lucro antes de despesas financeiras, impostos, equivalência
patrimonial, depreciação e amortizações
- totalizou R$ 2,1 bilhões e foi 64% superior a 2001.
A margem EBITDA cresceu de 21,78% para 22,95%.
O
lucro bruto aumentou em quase R$ 1 bilhão, atingindo
a marca de R$ 2,6 bilhões, um acréscimo de 58,6%.
Durante o ano, os esforços para reduzir custos e melhorar
a produtividade compensaram a elevação dos preços
de algumas matérias-primas - sucata e ferro-gusa, principalmente
- e permitiram a obtenção de uma margem bruta
de 28,63% contra 28,08% em 2001.
A
receita líquida evoluiu 55,6%, de R$ 5,9 bilhões
para R$ 9,2 bilhões. O faturamento bruto seguiu o mesmo
ritmo de crescimento, 57,3%, e chegou a R$ 11,1 bilhões.
FATURAMENTO BRUTO CONSOLIDADO

R$ 11,1 bilhões
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Brasil |
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Canadá
e Estados Unidos |
 |
Argentina,
Chile e Uruguai |
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O
caixa líquido da atividade operacional foi 36,6% superior,
atingindo R$ 1,6 bilhão. Esse valor representa 17,7%
da receita líquida de vendas contra 20,1% no ano anterior.
A
desvalorização do real frente à moeda
norte-americana teve impacto sobre as dívidas em dólares
contratadas no País não cobertas por hedge
e resultou em despesas adicionais de R$.607,1.milhões.
Por outro lado, essa mesma variação cambial,
somada à fusão das operações na
América do Norte, geraram um ganho de R$.447,5.milhões
sobre os investimentos fora do Brasil. Em termos consolidados,
o efeito cambial sobre ativos e passivos trouxe perdas de
R$.159,6.milhões.
A
Açominas encerrou o exercício com lucro líquido
pelo terceiro ano consecutivo, fato inédito desde o
início de suas operações, em 1986.
O resultado, no entanto, foi de
R$.62,7.milhões,
32,7% a menos que no período
anterior, em função principalmente
do acidente nos regeneradores do
alto-forno da usina, ocorrido em março.
Os equipamentos, bem como os lucros cessantes decorrentes
do acontecimento, estavam cobertos por
apólice de seguro com limite
de indenização de US$.850.milhões.
Os trabalhos junto aos seguradores estão evoluindo
dentro das expectativas e já foi recebido um adiantamento
de R$.62.milhões
do IRB - Brasil Resseguros.
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