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Cada vez mais, o Grupo Gerdau investe na redução do impacto das suas operações na natureza. Isso é feito por meio da diminuição da geração de resíduos e do incentivo ao uso de co-produtos por diferentes segmentos da indústria. A Empresa também promove constantemente a atualização das tecnologias de proteção do ar, das águas e do solo em suas plantas industriais, iniciativa que recebeu R$ 186,6 milhões em investimentos no ano de 2005.

Além disso, apóia projetos de educação ambiental para colaboradores e comunidades localizadas próximo às unidades Gerdau.

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL

O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) envolve a análise de mais de mil atividades industriais, desde a coleta de insumos até a distribuição do aço. O SGA permite a avaliação dos possíveis impactos de cada atividade no meio ambiente e a definição de procedimentos a serem adotados para que, em cada atividade, os possíveis danos ao meio ambiente sejam evitados. Estabelece também os procedimentos necessários para que um monitoramento seja executado de forma adequada e permanente. Para isso, envolve todos os colaboradores e estimula o envio de sugestões por meio da intranet, o que amplia seu comprometimento com os resultados na área ambiental.



ISO 14.001

Em 2005, duas usinas do Grupo Gerdau obtiveram a ISO 14.001, a qual atesta a consistência do sistema de gestão ambiental: a Gerdau Aços Especiais Piratini (RS) e a Gerdau Riograndense (RS). A certificação é um conjunto de normas ambientais criadas pela International Organization for Standardization.

No início de 2006, a Gerdau Açonorte (PE) e a Gerdau Cotia (SP) também conquistaram o certificado ambiental. Atualmente, o Grupo possui um total de 16 unidades certificadas.

A meta é que todas as unidades conquistem a ISO 14.001. Hoje, cerca de 40,0% dos colaboradores e prestadores de serviços do Grupo atuam em plantas com a certificação ambiental.

MATÉRIAS-PRIMAS

O Grupo Gerdau é o segundo maior reciclador do continente americano, ao utilizar sucata ferrosa como um dos principais insumos em sua atividade industrial em 68,6% da produção na região em 2005. No período, cerca de 10 milhões de toneladas desta matéria-prima foram transformadas em produtos siderúrgicos.

Em 2005, foi ampliado o uso de Shredders no processamento de sucata no Brasil, equipamentos utilizados na fragmentação e separação dos materiais para a obtenção de uma carga metálica mais limpa, o que se traduz em melhoria da eficiência energética e redução das emissões de materiais particulados. Este também foi um dos objetivos da instalação de centros de coleta de sucata no Chile, fora da planta industrial de Colina. No exercício foram abertos dois novos centros e a meta para 2006 são mais três unidades.

ÁGUA

O uso de água é fundamental na produção de aço. Ela é principalmente utilizada para a refrigeração dos equipamentos e dos produtos, pelas elevadas temperaturas alcançadas ao
longo da atividade industrial.

Por ser um recurso cada vez mais escasso, o Grupo Gerdau tem investido na ampliação do reaproveitamento da água em suas unidades e hoje o seu nível de recirculação está entre os melhores do setor siderúrgico internacional: 96,8%. Esse bom índice de reaproveitamento reduz drasticamente a necessidade de captação de recursos hídricos. Além disso, algumas unidades possuem sistemas de coleta pluvial, para aproveitar a água da chuva.

AR

A preservação da qualidade do ar é obtida principalmente por meio da contínua manutenção e atualização tecnológica dos sistemas de despoeiramento, um conjunto de equipamentos capaz de filtrar com alta eficiência as partículas sólidas geradas na produção do aço (ver “Tecnologia amplia a eficiência dos sistemas de despoeiramento”).

Em 2005, foram retidos 99,4 mil toneladas de material particulado. Este número não inclui as unidades na América do Norte.

O índice de emissão de gás carbônico nas unidades do Grupo é de 561,9 quilogramas por tonelada de aço produzido. O indicador corresponde à média consolidada das usinas siderúrgicas do Grupo Gerdau. Este número é melhor que a média da siderurgia mundial, de 1,7 mil quilogramas por tonelada, conforme dados do International Iron and Steel Institute (IISI). Um exemplo de iniciativas adotadas em 2005 para preservar a qualidade do ar foi a ampliação do uso de combustíveis ecologicamente corretos, como o gás natural, em substituição ao óleo nos processos de aquecimento. Esse procedimento permite reduzir a emissão de dióxido de carbono (CO2), gás com maior relevância no setor siderúrgico em relação aos gases considerados no Protocolo de Kyoto.

SOLO

A cada ano, o volume de co-produtos reaproveitados por outros setores da economia e pelo próprio setor siderúrgico cresce expressivamente. Em 2005, 80,0% dos co-produtos gerados pelo Grupo Gerdau foram reciclados, reduzindo a extração de recursos da natureza, contra 66,3% no ano anterior. São diversos materiais — principalmente escória, carepa e carboquímicos —, utilizados em dezenas de aplicações, como, por exemplo, na pavimentação de rodovias, na fabricação de cimento, alumínio, plásticos, solventes, tintas, pigmentos, entre outros. Os materiais não reaproveitados são dispostos em centrais de armazenamento adequadas, dentro dos mais rigorosos parâmetros de qualidade.

Na Gerdau Açominas (MG), destaca-se o uso de finos de carvão nos altos-fornos (reaproveitamento do pó de carvão no processo produtivo) e de finos de minério (pó de minério de ferro), materiais que anteriormente não eram utilizados no processo produtivo. A Gerdau AZA, no Chile, também é um exemplo de unidade que tem investido em projetos de reaproveitamento da escória, material resultante da fusão da sucata e do refino do aço.

ENERGIA

O setor siderúrgico é reconhecido pelo uso intensivo de energia. Por essa razão, o Grupo Gerdau investe em programas de redução de consumo e em equipamentos que viabilizem melhor performance energética, no aproveitamento de gases do processo industrial e na utilização de fontes alternativas (ver “Pneus velhos são matéria-prima nos Estados Unidos”).

Na Gerdau Açominas (MG), por exemplo, o sistema de recuperação energética dos gases siderúrgicos alcança 98,0% de reaproveitamento, propiciando a geração interna de energia que atende a cerca de 75,0% da necessidade operacional da usina. Outro destaque importante é a iniciativa da Gerdau Ameristeel Cambridge, no Canadá, que utiliza gás de aterro de lixo orgânico em substituição ao gás natural (ver “Energia sustentável para usina no Canadá”).

Em 2005, o aumento do consumo específico de energia deveu-se à redução nos níveis de produção. No período de adaptação ao novo volume produtivo houve uma maior utilização do insumo.

Consumo de energéticos 2005
Oxigênio (em mNm3) 812.373
Gás Natural (em mNm3)
635.621
Óleo diesel (em m3) 9.826
Graxas e lubrificantes (em t)* 1.555
*Não considera a Gerdau Ameristeel e da Gerdau AZA


BIODIVERSIDADE

Preservar os cinturões verdes em torno das usinas é um dos compromissos do Grupo Gerdau com o desenvolvimento sustentável e com a qualidade de vida das comunidades. De uma área total de 17,1 mil hectares, a Empresa destina 3,3 mil para a manutenção de matas nativas. Outros 429 hectares correspondem a áreas de reserva legal ou preservação permanente.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O Grupo Gerdau investe em educação ambiental com o objetivo de estimular em seus colaboradores a prática da preservação da natureza. Em 2005, aproximadamente 18,0 mil colaboradores e prestadores de serviços participaram de eventos, como palestras e cursos, que tinham o meio ambiente como foco principal. O tempo total de treinamento dos colaboradores e prestadores de serviços na área ambiental atingiu 80,1 mil horas.








 

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