O Grupo Gerdau investe para ganhar escala e competitividade no cenário internacional. Trabalha também para reduzir os riscos nos mercados onde atua e para obter os melhores retornos sobre o capital empregado.
Seus investimentos são destinados à expansão e atualização das plantas industriais e à aquisição de ativos em regiões com potencial de consumo de aço.
PRINCIPAIS INICIATIVAS EM 2005
No ano, os investimentos globais alcançaram US$ 858 milhões, 11,2% a mais que em 2004. O Brasil foi o destino de US$ 568,8 milhões, sendo que cerca de 40,0% (US$ 227,0 milhões) concentraram-se na ampliação da usina siderúrgica Gerdau Açominas (MG), projeto programado para ser concluído em 2007. A iniciativa aumentará a capacidade instalada da unidade, voltada principalmente para o mercado internacional, de 3 milhões de toneladas para 4,5 milhões de toneladas por ano.
Ao longo do exercício, os investimentos para ampliar o atendimento ao mercado interno brasileiro também tiveram destaque. No final de 2005 entrou em operação uma nova usina siderúrgica, a Gerdau São Paulo, cujo foco é o mercado da construção civil. A unidade possui condições para produzir até 900 mil toneladas de aço por ano e, ainda no segundo semestre de 2006, entrará em operação o laminador de vergalhões, o qual terá capacidade instalada de 600 mil toneladas anuais.
Além disso, ocorreu a conclusão dos investimentos para o aumento da capacidade de produção da Gerdau Aços Especiais Piratini (RS), para 500 mil toneladas anuais de produtos acabados (ver “Aço Gerdau faz parte da cadeia automotiva internacional”).
Na Colômbia, o Grupo Gerdau assumiu o controle acionário das empresas Diaco e Sidelpa, num processo de aquisição escalonada das participações do Grupo Mayagüez e da The Latinamerican Enterprise Steel Holding, detentores do controle majoritário das companhias. O negócio, anunciado em dezembro de 2004, representou um total de US$ 122,6 milhões, sendo que as dívidas correspondem a
US$ 36,9 milhões em recursos. Atualmente, o Grupo Gerdau possui 57,1% do capital social da Diaco, maior fabricante de produtos de aço para a construção civil do país, e 98,0% da Sidelpa, única produtora de aços especiais. O Grupo Gerdau planeja ampliar a produção das unidades nos próximos anos. Além disso, também destinará recursos para a implantação de novas tecnologias de gestão e a capacitação dos colaboradores, o que aumentará a produtividade industrial.
A presença no mercado argentino também cresceu. Foram adquiridas 36,0% das ações da laminadora Sipar, ampliando a participação do Grupo Gerdau para 74,4% no capital social da empresa. Localizada em Perez, na província de Santa Fé, a Sipar é a segunda maior fornecedora de aços longos do país, com capacidade de produção de 240 mil toneladas anuais. Para a aquisição desta participação adicional, serão desembolsados US$ 40,5 milhões nos próximos três anos.
No Canadá, um dos principais investimentos foi na usina Gerdau Ameristeel Whitby (Ontario), onde ocorre a reforma no lingotamento contínuo e melhorias na laminação e nas áreas de estocagem e expedição. O destaque nos Estados Unidos foi a instalação do novo forno de reaquecimento de tarugos na Gerdau Ameristeel Sayreville (Nova Jersey), o que se traduziu em redução de custos e aumento da capacidade de produção de 550 mil toneladas para 650 mil toneladas. Em Cartersville (Geórgia), foi instalada uma nova área de acabamento de perfis para aumentar a capacidade em 100 mil toneladas, alcançando 580 mil toneladas por ano.
FUTUROS INVESTIMENTOS (2006-2008)
O Grupo Gerdau planeja investir US$ 3,8 bilhões nas Américas nos próximos três anos. Deste total, US$ 2,5 bilhões serão destinados para as operações no Brasil e US$ 143 milhões para as unidades na Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai. As plantas industriais na América do Norte receberão US$ 1,2 bilhão e a empresa espanhola Sidenor, US$ 35 milhões (ver “Sidenor: Gerdau entra na Europa”).