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A indústria siderúrgica mundial manteve em 2005 o excelente desempenho registrado
no ano anterior. No exercício, a produção global evoluiu 6,1%, chegando a 1,1 bilhão de
toneladas de aço, segundo o International Iron and Steel Institute (IISI). A evolução dos
níveis produtivos reflete, mais uma vez, o crescimento da demanda mundial, liderado pela
expansão da economia da China.

O desempenho de vendas do Grupo Gerdau é resultado do bom momento do mercado mundial e do esforço comercial em conquistar novos espaços nas regiões onde atua. Em 2005, foram vendidas 13,6 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos, 7,9% a mais que em 2004.

Além disso, o Grupo Gerdau continuou investindo para obter a máxima eficiência operacional do processo industrial de suas usinas, com o objetivo de oferecer a seus clientes produtos de qualidade diferenciada. No período, foram produzidas 13,7 milhões de toneladas de placas, blocos e tarugos, volume 1,7% superior ao alcançado no ano anterior. A produção de laminados foi de 10,8 milhões de toneladas, 5,2% acima da registrada em 2004.

Em todos os países onde opera, o Grupo Gerdau trabalha para adicionar valor aos seus produtos e aos negócios dos clientes, por meio de unidades de transformação e centros de corte e dobra de aço, operações cada vez mais importantes no setor siderúrgico. Para os mercados atendidos, esse trabalho significa maior produtividade e menos desperdício.



BRASIL

O ano de 2005 foi caracterizado pela austeridade da política econômica, com o crescimento das taxas de juros – as quais chegaram a 19,75% e fecharam o ano em 18,50%. A inflação, de 5,7%, foi semelhante a do ano anterior. No período, o PIB cresceu 2,3%. Neste cenário, houve uma retração da demanda do mercado interno por produtos siderúrgicos, a qual foi parcialmente compensada por exportações.

As unidades do Grupo Gerdau no País venderam 6,3 milhões de toneladas, sendo que 3,5 milhões de toneladas destinaram-se ao mercado interno, 9,6% a menos que em 2004. As exportações, em contrapartida, aumentaram 2,6%, atingindo 2,8 milhões de toneladas, e
geraram receita de US$ 1,2 bilhão.

No esforço de agregar mais valor aos produtos, o Grupo Gerdau reforçou a atuação dos centros de corte e dobra de aço para construção civil, por meio da ampliação do número de unidades existentes no Brasil. Atualmente a Empresa possui 25 centros de corte e dobra de aço, enquanto que em 2004 contabilizava 20. Até o final de 2006, o Grupo pretende inaugurar mais três plantas. O aço cortado e dobrado aumenta a produtividade e reduz as perdas nas obras.

Frente aos distintos mercados, o Grupo Gerdau tem como principais diferenciais competitivos a cobertura em todo o território brasileiro, a garantia de agilidade e pontualidade na entrega e a ampla linha de produtos. Além disso, procura diferenciar-se pela qualidade de produtos e serviços que disponibiliza ao consumidor (ver “Clientes cada vez mais próximos”). O objetivo é atender às necessidades específicas do cliente, desde a fabricação até a entrega, por meio de um trabalho intensivo de otimização e simplificação dos processos comerciais.

Um importante canal de vendas no Brasil é a Comercial Gerdau, a qual distribui uma linha completa de produtos longos, fabricados pela Gerdau, e planos, provenientes de outras siderúrgicas. Por meio de seus 68 pontos-de-venda, a Empresa consegue atender os clientes dos mais distantes pontos do País.

Para a construção civil, a Empresa oferece diversos produtos, como vergalhões, perfis estruturais, telas soldadas e treliças. Em 2005, participou de grandes projetos na área de energia, ao fornecer aço para a usina hidrelétrica de Irapé (MG) e para os parques eólicos em Rio do Fogo (RN) e Osório (RS). Também integrou as obras de cinco plataformas de exploração petrolífera da Petrobras, do Salvador Shopping (BA), da Universidade de São Paulo (SP), do Metrô de São Paulo (SP), entre outras.

O uso integrado de produtos e serviços Gerdau para a construção civil fez com que obras de destaque nacional obtivessem ganhos significativos de produtividade. Na Ponte da Redinha (RN), por exemplo, a utilização de treliças e telas, produtos que já chegam beneficiados na obra, resultou em uma economia direta de 10% na comparação com uma solução convencional, além de uma redução importante no prazo de execução.

No segmento industrial, as vendas de produtos em aço especial cresceram em função do aquecimento do mercado automotivo, o qual foi plenamente atendido pelo Grupo Gerdau. A Gerdau Aços Especiais Piratini é voltada para este segmento de mercado e possui a Certificação ISO TS 16949, conferida a organizações que atendem às exigências de sistemas de qualidade automotivos em nível global. As previsões para o ano de 2006 indicam um crescimento da economia brasileira na
ordem de 3,5%, o que deverá se refletir
positivamente no consumo de aço.





ARGENTINA, CHILE, COLÔMBIA E URUGUAI

Em 2005, as operações na Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai comercializaram 801,8 mil toneladas, 54,1% a mais que no ano anterior. Esse crescimento reflete a expansão da economia na região, somada à consolidação da Diaco e Sidelpa (Colômbia) e da Sipar (Argentina) a partir do quarto trimestre. As unidades fornecem aço principalmente para o mercado interno dos países em que atuam – construção civil, indústria e agropecuário.

Em 2005, a Argentina apresentou crescimento de 9,2% do PIB, alavancado pela construção civil, agricultura, serviços de intermediação financeira, transporte e comunicação. A forte reativação de obras públicas e privadas no interior do país também resultou no maior consumo de produtos siderúrgicos da Sipar, localizada na província de Santa Fé. Destacam-se, no ano, as obras do porto de cereais Timbúes e da rodovia Corredor del Oeste. Também no segmento da indústria houve crescimento acentuado no consumo de aço.

Para o ano de 2006, o mercado estima crescimento econômico em patamares expressivos, ao redor de 7,0%, favorecendo as vendas da Sipar.

No Uruguai, o crescimento da economia chegou a 6,0%, o que se refletiu positivamente na comercialização de produtos. O bom momento da construção civil no país teve papel fundamental no desempenho da Gerdau Laisa. Em 2005, a unidade foi a primeira empresa uruguaia a receber o Prêmio Ibero-Americano de Qualidade, uma referência em práticas de gestão. As expectativas para o ano de 2006 apontam para um crescimento do PIB de aproximadamente 4,0%.

No mesmo período, a Gerdau AZA, no Chile, também apresentou desempenho positivo, influenciado pela expansão de 6,3% do PIB. No setor de habitação, os investimentos no país cresceram 8,7%, principalmente pela baixa taxa de juros praticada, enquanto que no segmento de infra-estrutura o volume de recursos foi ampliado em 11,6%, impulsionado por obras públicas e privadas como, por exemplo, no setor de mineração. Além disso, o aço da Gerdau AZA também integrou a construção de shopping centers em Santiago, Antofagasta e Puerto Montt. As perspectivas para o Chile em 2006 apontam para crescimento de 5,5% do PIB, segundo organismos internacionais.

Na Colômbia, o PIB apresentou incremento de 5,1% e as vendas de aço foram impulsionadas especialmente pelo setor da construção civil, o qual cresceu cerca de 23,0% em 2005. Esta expansão ocorreu basicamente em função de investimentos em obras residenciais, centros comerciais e infra-estrutura. Além disso, o fornecimento de vergalhões cortados e dobrados, antes mais concentrado na capital colombiana, foi expandido para o interior do país. Cabe destacar também o crescimento do setor industrial em mais de 12,0% impulsionado pelo mercado de redes de transmissão e de serralheria.

CANADÁ E ESTADOS UNIDOS

Em 2005, a economia do Canadá evoluiu 2,9% e a dos Estados Unidos, 3,5%, em comparação com o ano anterior, repercutindo na melhoria dos níveis de emprego na região. No mesmo período, as vendas da Gerdau Ameristeel cresceram 18,7%, totalizando 6,4 milhões de toneladas, em razão da continuidade da demanda e da consolidação das unidades da North Star.

Frente ao mercado, a integração das novas plantas industriais à Gerdau Ameristeel significou aumento da oferta de produtos e cobertura geográfica mais ampla. O desafio, então, foi conquistar os clientes das usinas adquiridas da North Star, por meio de um trabalho intenso junto à nova base de clientes.

Além disso, houve um grande esforço por parte da Gerdau Ameristeel na redução de custos, os quais foram impactados pela alta do petróleo e pelos furacões nos Estados Unidos. Na América do Norte, pelo expressivo volume de importação de aço, o trabalho de controle de custos é fundamental para a manutenção dos níveis de competitividade.

No período, a construção civil, principal mercado da Gerdau Ameristeel, manteve-se aquecida, com destaque para obras residenciais, em escolas, em hotéis e em hospitais, principalmente no sudeste dos Estados Unidos.

A indústria também passa por uma boa fase, o que gerou maior demanda por produtos siderúrgicos, especialmente barras e perfis, aços especiais e special sections (ver “Aço Gerdau nos dois edifícios mais altos do mundo”). Entretanto, o segmento de fio-máquina, no qual praticamente 50% do volume é importado, apresentou baixa lucratividade no período.

Para 2006, a expectativa do mercado é que o crescimento do PIB se mantenha em patamares semelhantes aos registrados em 2005, o que deve impulsionar o consumo de aço.


 

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