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Grupo Gerdau desenvolve parcerias com universidades e centros de pesquisa para
estimular o uso de co-produtos siderúrgicos. Isso quer dizer que os materiais que sobram
do processo produtivo cada vez mais se tornam matéria-prima para outros segmentos da economia.
A escória dos fornos elétricos, por exemplo, resultante da fusão da sucata com o ferro-gusa e do refino do aço, é utilizada principalmente na pavimentação de rodovias e em lastros ferroviários. Essas aplicações, a partir de 2005, passaram a fazer parte de estudos para a normatização do uso da escória pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o que reduzirá ainda mais a utilização de recursos naturais como brita e terra. Já a escória do alto-forno é matéria-prima para a produção de cimento, em substituição ao clinquer.
Outros co-produtos importantes são o pó de aciaria e a carepa, ambos utilizados por empresas cimenteiras, em substituição ao minério de ferro. O pó de aciaria é gerado na fusão da sucata com o ferro-gusa, e a carepa, decorrente da solidificação e da oxidação do aço. O pó de aciaria também é aplicado na fabricação de liga de zamac, insumo empregado na produção de fivelas de cintos, de calçados e de blocos cerâmicos.
Os produtos carboquímicos, decorrentes da transformação do carvão mineral em coque, também são muito utilizados, pela sua diversidade de aplicações. São insumos para a indústria de alumínio, plásticos, solventes, tintas, pigmentos e fibras sintéticas, além de serem usados como combustível. O Grupo Gerdau também reaproveita alguns de seus co-produtos, como finos de carvão, finos de minério e carepa no processo de sinterização. |